A Libertação dos Escravos no Ceará
A libertação dos escravos no Ceará foi realizada no
dia 25 de março de 1884, como consequência da luta encabeçada por diversas
sociedades civis de combate à escravidão, utilizando a imprensa e outras
manifestações públicas para sensibilizar a população sobre o problema.
Dragão do Mar foi um dos grandes símbolos.
Ainda província no reinado de Dom Pedro II (1840-1889), o Ceará foi palco de
relevantes movimentos abolicionistas, que denunciavam, pela imprensa, os abusos
cometidos pelos senhores de escravos e combatiam o comércio negreiro entre
estados. Com os problemas econômicos e as secas que assolaram o Ceará na época,
tornou-se financeiramente inviável para os senhores manter os cativos, que eram
vendidos para as províncias sulistas. Um dos nomes importantes dessa luta é o
do jangadeiro pardo Francisco José do Nascimento, que passou a ser conhecido
como Dragão do Mar.
Em 1881, ele e seus companheiros jangadeiros
se recusaram a fazer o transporte de escravos para navios negreiros que
negociavam na região Sul. Antes da abolição, em toda a província houve a
libertação de escravos onde hoje são as cidades de Redenção (antiga vila do
Acarape) e, logo em seguida, na Capital cearense. Em 25 de março de 1884, o
Ceará foi o primeiro a libertar seus cativos, quatro anos antes da promulgação
da Lei Áurea pela Princesa Isabel. A decisão foi seguida por outras províncias,
como o Amazonas, e levou muitos escravos fugidos a buscar refúgio aqui. O
abolicionista José do Patrocínio deu ao Ceará o título de Terra da Luz.

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